Tags
Poucas pessoas podem descrevem de maneira feliz inicio de um relacionamento quando já não estão mais dentro dele.
Mas poucas podem descrever o Fim de maneira tão clara como VOCÊ: Edu Soares
O amor de Cintia(*nome ficticio) era tamanho que ela fazia de tudo para que Pedro (que já não era mais o seu namorado) fizesse parte do seu mundo. Reticente, Pedro sempre saia pela tangente e de certa forma conseguiu tapear Cintia por um bom tempo.
Mas meses após o primeiro de tantos términos ela decidiu que chegou a a hora do ultimato. Cintia percebeu que daquele jeito não havia amor no mundo que justificasse sua estagnação para a vida. Com isso, aconteceu um imenso conflito interno: o amor inexplicável e delicioso que começou pequeno, até mesmo um pouco inocente versus os fatos recentes que apontavam um fracasso no que diz respeito a pouca perspectiva de vida ao lado de Pedro. Foi nessa hora em que a razão falou mais alto e Cintia deu um basta em tudo. Ela que não era mulher de ficar estagnada decidiu domar sua vida novamente e acabar de vez com aquele circulo vicioso que não levava a nada mais do que muitos momentos de decepções e poucas alegrias.
A mulher que daria o mundo por ele não aguentou a triste e imutável realidade. Terminaram, como muitas vezes já haviam terminado, ela tocou a vida e ele também. Só que vem a famosa recaída, a vontade do abraço, da conversa falou mais alto e pouco tempo depois, ambos voltaram a ficar. Cintia pensou que tudo seria diferente, afinal Pedro tinha aprendido a lição. Ledo engano. Para simplificar, como diriam os antigos, a emenda saiu pior que o soneto e a esperança acabou de vez. Ela percebeu que era difícil conviver com alguém que não conjuga os mesmo verbos que ela, cedo ou tarde, o sentimento (seja ele qual for) iria sucumbir diante dos desencontros.
O amor de Cintia era tamanho que, mesmo sem culpa, ela cultivava um inexplicável fracasso por não ter conseguido mostrar a Pedro como a vida realmente poderia ser aproveitada ao lado dela, não em alguns momentos da sua vida mas fazendo parte dela.
Em meados do século XVII, Blaise Pascal disse que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Quatrocentos anos depois os tempos são outros e os desafios que cercam o amor são os mesmos. E talvez nunca mudem.